Pelos Cotovelos e Cotovelinhos

  • Nosso primeiro gigantesco e apavorante galo na cabeça

    10/10/2011
    Categorias: Pelos Cotovelos

    O título desse post não é exagero de mãe. Aliás, quem me conhece sabe que eu sou até muito tranquila para lidar com machucados, doenças, sangue e, na minha opinião, criança que não leva uma marca da infância para a vida adulta não teve chance de fazer todas as estripolias que merecia, mas nesse sábado eu fiquei a-pa-vo-ra-da. Muito mais do que quando ela cortou o nariz e ficou com o rostinho repleto de sangue.

    Estávamos num churrasco no sábado à noite e ela brincava livremente enquanto conversávamos. De repente, um estrondo enorme. Consegui virar o rosto a tempo de vê-la sendo arremessada para trás pela porta de vidro. Não estou exagerando! Ela correu em tamanha velocidade da sala para o quintal que quicou na porta de vidro e caiu sentada no chão aos berros.

    Marido chegou lá primeiro e pegou ela  no colo. Minha cunhada correu para providenciar uma faca para pormos no galo enquanto meu irmão colocava gelo em um saquinho e alguém me dava uma lata de cerveja gelada para também tentar diminuir o galo. Quando ela ergueu a cabeça e vi aquela bola roxa enorme na cabeça dela (tinha um dedo mindinho de altura, pelo menos), meu coração veio parar na boca.

    Eu pensava “não chore junto!” e dizia “Calma, filha! Vai ficar tudo bem! Já passou!”, mas até agora não sei se dizia isso para ela ou para mim mesma. Estávamos em Ubatuba e imediatamente pensei em correr para a casa da minha tia Beth, mas todo mundo sempre diz para não deixar a criança dormir e depois de um dia inteiro de praia e uma noite de brincadeira, ela capotaria na primeira esquina.  Lembrei da recomendação do pediatra dela de que em caso de pancada o importante é observar se a criança apresenta sintomas como desmaio, vômito, enjôo, desorientação, tontura ou perda de memória.  Graças a Deus, ela não tinha nada disso, apenas chorava muito, mas reconhecia as pessoas e até aceitou o pedido de desculpas do nosso amigo que estava correndo com ela na hora do susto.

    Quando finalmente consegui forças para pegar ela no colo, sentei um pouquinho distante das pessoas para que ela pudesse se acalmar (e eu também). Meu marido sugeriu que a gente propusesse uma brincadeira com o Caíque (sobrinho do meu irmão, que ela adora e estava lá firme e forte ao lado dela para dar aquele apoio moral. Fofo!).Ela topou e foi brincar.

    Eu fiquei observando de longe, com o coração na mão de ver aquela coisa gigantesca e apavorante na cabeça da minha filha. Eles jogaram argolas, cara a cara, disco, andaram de skate (Caíque andou e ela improvisou). Recorri ao google para ter certeza de que as recomendações do nosso pediatra estavam frescas em minha memória e estavam.

    No entanto, como toda mãe, fiquei me culpando: “Se eu estivesse mais perto…”; “se eu tivesse dito para não correr dentro de casa…”; “Se tivesse gritado: ‘olha a porta!’…”.. Se, se, se… Até que saí do transe e decidi que eu não tenho culpa e que todos fizemos o mais importante: corremos para socorrê-la e ficar ao lado dela enquanto a dor ainda era mais forte do que a vontade de brincar.

    No dia seguinte, o galo já estava beeeem menor e se transformou nessa coisa roxa que vocês estão vendo na foto. Continua dolorido e ela pede para tomar cuidado ao vestir e despir a camiseta, mas o pior já passou.

    Para escrever esse post, falei com o pediatra da Laura e ele disse que eu fiz tudo direitinho. Então, aqui vão as dicas de como agir em situações relacionadas a pancadas na cabeça:

    • Se a criança desmaiar com a pancada ou apresentar ferimentos que pareçam profundos, vá imediatamente a um hospital
    • Caso ela não desmaie, tente acalmá-la enquanto coloca gelo sobre o local do edema para diminuir o “galo”.
    • Converse com a criança para ver se ela apresenta sintomas como tontura, desorientação, perda de memória, enjôo ou vômito. Se apresentar, vá ao pronto-socorro imediatamente.
    • Entre as crianças maiores, tente mantê-las acordadas propondo uma brincadeira porque isso facilita a observação dos sintomas acima.
    • Observe se há sinais de problemas de fala, visão ou coordenação motora.
    • Caso ela queira dormir, deixe e desperte-a de hora em hora para ver se ela não apresenta desorientação. Se preferir, durma com ela.
    • O galo acontece porque, após a batida, há uma hemorragia dos vasos subcutâneos.
    • O gelo causa vasoconstrição e reduz o aporte de sangue no local. Assim o hematoma sumirá ou ficará bem pequeno. Se houver sangramento, o gelo ajudará na coagulação.
    • Está aflita? Ligue para o pediatra!

     

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    1. Menina, que susto!!!! Miguelito arrepiou junto, aposto.
      Eu chorei lendo o post, me coloquei no lugar e sofri com vocês.
      Obrigada pelas dicas e recomendações.

      Um beijo!

      Comment by Patrícia Boudakian — 10/10/2011 @ 11:28

    2. Poverina…isso dói muito, mas Laura é rápida… até para superar a dor, ela é rápida… realmente, o primeiro galo, o primeiro tombo, a primeira cicatriz a gente nunca esquece… essas experiências tem que fazer parte para ter o que contar mais tarde… aliás, da próxima vez que encontrar com Laura, já sei como começarei nossa história…”Era uma vez um galo…” é certo que ela lançará um olhar do tipo “tá querendo me sacanear”…rsrs… mas, depois tenho certeza que ela vai contar uma boa história… Um beijo na pequena…

      Comment by Dani — 10/10/2011 @ 13:45

    3. Caramba Lê…que sustão! É horrível mesmo passar por situaçòes como essa (lembra que a minha Nina já quebrou a clavícula…), mas Laura tá ótima e linda com esse galo, só de ver a foto a gente percebe.
      Grazadeus!
      Beijo
      Dani

      Comment by Dani Balan — 10/10/2011 @ 14:38

    4. Nossa, que susto. ainda bem que passou e que só ficou o roxo, mas, na hora, deve ter sido terrível. boas recomendações estas, eu já sabia, mas noto que muita gente fica perdidinha com pancadas e corre para hospitais quando não é necessário.
      beijos

      Comment by Paloma — 10/10/2011 @ 20:54

    5. Aff Lê, que susto. Ainda bem que agora está tudo bem. O Gustavo, meu sobrinho, vive batendo a cabeça. É impressionante, rs. MAs nada de muito grave tb.

      bjks

      Comment by Dê Freitas — 11/10/2011 @ 11:31

    6. Nossa!!! Minha filha caiu agora e nasceu um imenso na testa dela também… Daí procurando algumas coisas sobre isso, achei seu blog… Obrigada, viu! Me deu um alívio bem grande de ter tantas dicas! Acho que vou dormir mais tranquila. bjo

      Comment by kellen — 08/01/2012 @ 03:02

    7. o meu filho caiu do sofa tem 1 ano e 11 meses ele chorou pouco mais eu o levei imediatamente ao hospital pq quando ele chorou ele tossia e nessa tosse veio o vomito mais eu o levei no hospital batemos 2 raios x da cabeça e da face e graças a Deus não deu nada ficamos em observação por lá msm ele nao teve nenhum comportamento estranho e até agora graças Deus nao deu nada o medico ate disse esse menino caiu msm e eu disse sim pq e ele respondeu nem parece que ele caiu ta brincando gritando sorrindoo e o galo tava lá foi um galo miudinho mais Deus é pai não deixou nada de ruim acontecer com meu bebe e depois de 3 hrs de observação fomos pra casa e quando chegamos em casa ele queria o skate do tio…. kkkkk… Agradeço muito a Deus por ter me dado esse presente maravilhoso… obrigada pela atenção…

      Comment by Juliana Duarte — 19/11/2012 @ 02:52

    8. Nossa meu filho de tres anos cai direto ou bate a cabeça na parede, ele corre muito…eu levo sustos direto no ultimo mes levei ele duas vezes ao hospital para tirar raio-x por conta de dois galos enormes, o primeiro foi frontal e já sumiu.Porém o segundo foi do lado na parte de tras da cabeça e ainda está grande, dá agonia ao tocá-lo, mas graças a Deus nos raio-x não deu nada.
      E hoje mais um susto ele bateu na parede novamente do lado da orelha, fiquei preocupadissima, então entrei para pesquisar na internet e diante dos depoimentos me tranquilizei.
      O fato é que meu filho é muito agitado.oque fazer…alguém tem uma dica.. mande prara mim miguima@ig.com.br.grata.Bjs.Michelle Guidi

      Comment by Michelle Guidi — 24/11/2012 @ 23:06

    9. Comprar um cacacete??? Cobrir as paredes com acolchoado?? Desculpe, não resisti.
      Mas agora levando o papo a sério, criança agitada é terrível e quando estão cansados parece que se machucam mais e mais não é? Não vejo muito o que fazer nesses casos. O ideal é deixar os ambientes em casa com os espaços mais amplos possíveis, tirando mesinhas de centro, encostando móveis na parede para term mais espaço central… pode não ficar bonito e aconchegante, mas ficará mais seguro.

      Comment by Leticia Volponi — 29/11/2012 @ 17:40

    10. A sensação de tranquilidade quando a gente tem certeza de que o susto passou é indescritível. Diante do quadro de vômito, você fez muito bem em levá-lo ao médico.

      Comment by Leticia Volponi — 29/11/2012 @ 17:41

    11. tem que se cuidar…

      Comment by Marcos Silveira — 19/12/2012 @ 17:11

    12. adorei a sua publicação, pois vivi esta situação 2 vezes em uma mesma semana, (ai Jesus) o meu bebe de 2 anos a uns seis diasa atras o irmão mais velhos de 5 anos caiu em cima dele, e ontem ele correndo dentro de casa acertou a quina the porta em cima do mesmo galo, eu fiquei pra morrer, aaafff.

      Comment by Adriana Brasil — 11/04/2013 @ 18:35

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