A importância de um bom obstetra e um bom pré-Natal

Feb 23, 2012 by

Quem acompanhou as últimas semanas da minha gestação aqui no blog sabe bem dos níveis elevados de ansiedade, que até mesmo renderam o post APP ou Ansiedade Pré-Parto. O aumento da frequência de contrações de Braxton (aquelas famosas contrações de treinamento) acabava sendo encarado por mim como a aproximação do Dia D.

Pelas últimas ultrassonografias, eu completaria 40 semanas no dia 1º de fevereiro. Pela minha data da última menstruação, a data correta era 08 de fevereiro. Confiando nas ultrassonografias e sem querer estender muito a espera, afinal, a causa da perda da Beatriz na primeira gestação havia sido má formação por falta de oxigenação, o médico tinha recomendado que se eu não entrasse em trabalho de parto até o dia 2, faríamos uma cesárea para não correr riscos desnecessários.

Com isso, os últimos dias de janeiro e início de fevereiro foram um martírio para mim. Eu rezava pelo trabalho de parto que não acontecia de forma alguma. No dia 2, fui ao consultório dele à tarde e disse que eu estava me sentindo bem e que gostaria de esperar mais um pouco. Ele entendeu minha angústia e recomendou que eu fosse à maternidade e fizesse cardiotocos regulares para avaliar o bebê e termos mais segurança na decisão. Na mesma noite, fomos à Pro Matre e o resultado do exame estava ótimo. Mãe e pai tranquilos, médico tranqüilo, então, esperamos.

E uma onda de sossego tomou conta de mim. Não havia mais pressão. Não havia mais neurose. Eu ia à maternidade a cada 48 horas e pegava sempre os mesmos plantonistas. A enfermeira já me chamava de “Lê”; a recepcionista perguntava como ia o menino preguiçoso; o Dr. Nuno Nunes, super atencioso, avaliava cada um dos cardiotocos e me dava a segurança que eu precisava para as próximas 48 horas.

No dia 4, fiz uma nova ultrassonografia com Doppler e lá estava ele, lindo, forte, de cabeça para baixo, com excelente oxigenação. Com essa nova rotina de pré-natal, havia uma nova data limite: dia 10 de fevereiro. Mas essa não me assustava, não me pressionava. Eu sabia que ele viria antes disso.

Quando alguém perguntava “E aí?”, eu já não sentia mais aquela aflição, aquele aperto no peito. Apenas respondia: “estamos bem e esperando”. Os últimos dias foram de calmaria e quando eu já ia começar a me preocupar com a “data de validade” dos últimos exames, ele veio, como relatei no post anterior.

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