Você pode ter perdido o contato. Talvez não se vejam há mais de uma ou duas décadas, mas com certeza você se lembra do seu primeiro ou primeira melhor melhor melhor amigo ou amiga. Estou certa? Eu me lembro com saudade e muito carinho da Monique, minha melhor e maior amiga. Chegava na escola e imediatamente corria para a madre Maria José: “Madi, a Muíque chegou?”. Voltávamos juntas na perua e adorávamos quando nossos pais pediam que ficassemos algum tempo uma na casa da outra no final do dia até que eles chegassem do trabalho.
Manu é a primeira melhor melhor melhor amiga da Laura. Têm apenas dois meses de idade de diferença e estão juntas na escolinha desde muuuuito pequeninas. Sempre inseparáveis, preocupam-se uma com a outra, ajudam-se solidarizam-se, brincam e, é claro, brigam também. Dividem segredos e risadas. Ditam as brincadeiras juntas. Laura é mais ousada, Manu, mais cautelosa. Ambas falam pelos cotovelos. Graças a Deus, os pais da Manu também são gente finíssima, o que favorece o convívio das meninas com programas além da escola como piqueniques, teatro, sorveteria, almoços e visitas nos finais de semana.
Semana passada, depois que o Etto e o Tiago, pai da Manu, combinaram o piquenique do último domingo, as meninas se despediram milhares de vezes.
- Filha, por que você deu tanto tchau para a Manu?
- Porque a gente se ama e combinou que vamos ser amigas para sempre.
Espero que a gente consiga manter essa proximidade entre as meninas quando elas mudarem de escola. Mesmo tão pequenas, elas sentem o quanto são importantes uma para a outra, embora não tenham idéia de que isso é “dar valor a uma amizade de verdade”.
















