Vocês devem ter notado que esse blog anda assim, meio paradinho, não é, mas essa ausência tem nome e sobrenome: volta ao trabalho. Com o fim da licença maternidade, perdi boas horas de dedicação às postagens e meu tempo livre, que restringe-se basicamente às noites é preenchido pelo mimo aos filhotes. Se já estava difícil desgrudar deles ao chegar em casa em dias normais, agora, com as baixíssimas temperaturas, quem troca colo e cobertor por escrivaninha e computador?
Tudo o que eu quero é chegar em casa, jantar rapidinho e correr para o sofá com o Miguel e a Laura. Fico ali, grudada nos dois. Enquanto ele mama, ela termina a sobremesa e, num piscar de olhos, ele já está dormindo nos meus braços e ela, passando da hora de dormir. Ainda deitada no sofá me dou conta que não deu para matar a saudade. As noites que já eram curtas só com a Laura, ficaram ainda menores para suprir a ausência deles nas 10 horas entre deixa-los na escola e encontra-los em casa.
Sim, é verdade que Laura pede para eu dormir com ela a grande maioria das noites, mas dormir agarradinhas também não é o bastante. É verdade também que eu vejo o Miguel todos os dias na hora do almoço, amamento, pego no colo, aperto, cheiro e encho de beijos, mas lembrem-se que há 45 dias eu fazia essas mesmas coisas o dia todo. É muita abstinência para uma mãe só, minha gente. E hoje, nesse baita frio, ficar com ele ali, todo enroladinho no cobertor me fez sentir ainda mais saudades daquele “agarramento” todo e das tarde de DVD e colo que passamos juntos na licença maternidade.
Nota mental: tirar parte das férias em julho para poupar o sofrimento de leva-los para a escola nessa friaca!
















