Os Tagarelas

Por mais planejada que seja, a decisão de ter um filho traz angústias e um mundo de novas descobertas. À medida que a gestação chega ao final, vem a dúvida: O que foi que eu fiz? Como vou dar conta de tudo: da casa, do marido, do trabalho e, agora, do bebê. Mas a verdade é que quando olhamos para aquela pequena pessoinha, que será sua pelo resto da vida, é a única coisa que importa. É isso que chamam de amor incondicional. Enchemos eles de beijo quando chegamos em casa e esquecemos todas as dificuldades do cotidiano ao ver aquele sorriso, muitas vezes sem dentes.

Quando soube que estava grávida, em 2007, criei o Pelos Cotovelos e Cotovelinhos, para contar causos e manter parentes e amigos atualizados. Foi assim que dei a notícia de que esperava gêmeos e contei sobre a noite em que inesperadas dores surgiram e “a Laura disse olá, e a Beatriz disse adeus”.

Cada mãe tem uma boa razão para ser como é, mas a troca de experiências é fundamental para aprender o que tem de bom e ruim em cada uma de nossas maneiras de educar e amar, encontrar respostas às nossas preocupações, muitas vezes exageradas, buscando o equilíbrio na maternidade e na vida.

O comportamento das crianças e a forma como nós, os adultos, nos relacionamos com nossos filhos dão origem a histórias divertidas. E foi assim que o blog, que nasceu como diário de bordo, virou essa página aqui, cheia de dicas sobre a primeira infância.

Leticia, a mãe…

Com um ano já falava. Com seis, escrevia. Aos 17, foi estudar jornalismo. Aos 21, se formou. Aos 25, se casou. Aos 27, achava que sabia de tudo, mas descobriu que ainda tinha muito o que aprender na aventura de ser mãe.

Laura, a filha…

Ela tem apenas quatro anos, mas fez a mãe perceber que os seus mais de 30 anos de trajetória não significariam nada se não tivesse a inocência do sorriso de dente de leite para lhe dizer bom dia, o balançar de cachos dourados leves aos vento, o olhar que diz tudo, mesmo antes de saber falar. E, é claro, as tagarelices que fazem o dia a dia mais divertido.

Miguel, o bebê!

Ele chegou cheio de preguiça e ainda não tem idéia do que está acontecendo aqui fora, mas trouxe consigo as noites mal dormidas e recompensadas pelas delícias do sorriso banguela, o calor de ninar os filhos bem junto ao peito e uma inesperada serenidade para reviver a chegada do bebê, porque ser mãe de dois é melhor ainda!